O 14º Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas realizar-se-á de 22 a 26 de julho de 2024, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
 
Terminada a primeira fase de inscrições no congresso, a Comissão Organizadora decidiu alargar o prazo de aceitação de propostas da segunda fase até ao dia 20 de abril.
 
Os valores nesta segunda fase são os seguintes:
 
Sócios/as:
  • com comunicação: 150 euros
  • sem comunicação: 160 euros
Não sócios/as:
  • com comunicação: 270 euros
  • sem comunicação: 280 euros
Aproveita-se esta oportunidade para anunciar que estão já confirmadas as seguintes sessões plenárias (a par de outras que serão ainda divulgadas):
  • a) 22 de julho. Significado do 25 de abril de 1974 no panorama global do mundo de língua portuguesa. Interveniente principal: Roberto Vecchi.
  • b) 23 de Julho. Homenagem a Cleonice Berardinelli. Intervenientes: Helder Macedo; Gilda Santos; Teresa Cristina Cerdeira.
  • c) 23 de Julho. Mulheres e homens de letras do Porto. Sessão dirigida por Isabel Pires de Lima.
  • d) 24 de Julho. Duas vozes da ficção portuguesa contemporânea. Diálogo entre Lídia Jorge e Mário Cláudio.
  • e) 24 de Julho. Três vozes femininas das literaturas africanas de língua portuguesa — Orlanda Amarílis; Alda Espírito Santo; Noémia de Sousa. Intervenções de Inocência Mata e Doris Wieser, entre outros nomes ainda por confirmar.
Todas as informações sobre o encontro estão disponíveis em https://ailporto2024.pt.
O livro Les Mots. Diversement Rangés: Grammaire systématique du Portugais, de R. A. Lawton, já se encontra disponível em Acesso Aberto. A Associação Internacional de Lusitanistas — AIL apoiou a concretização deste projeto editorial, respondendo ao pedido de Christine Lawton, filha do que foi fundador, em 1984, da AIL.
 
O livro pode ser acedido através do site da Imprensa da Universidade de Coimbra, pelo DOI 10.14195/978-989-26-2515-7.

Caras associadas e caros associados da Associação Internacional de Lusitanistas,
Prezadas e prezados colegas,

Trago-lhes, finalmente, a confirmação de uma notícia que há poucos meses anunciei: o retomar do ciclo normal de vida da Plataforma9.

Antes de pormenorizar a notícia, permitam-me que faça uma breve descrição do difícil percurso que acabámos de vencer:

A Plataforma9, portal cultural do mundo de língua portuguesa e de literaturas e culturas que nela se exprimem, funcionou entre 2014 e 2022, por iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e da AIL e com suporte financeiro da primeira.

Desde o princípio que sabíamos que a FCG não apoia indefinidamente este tipo de projetos; define um período de tempo, findo o qual eles têm de alcançar a sua sustentabilidade.

No final do 1º semestre de 2022, o termo desse tempo foi atingido; sabíamo-lo de antemão e desde final de 2020 que a Direção anterior da AIL e a FCG se empenharam na procura de uma solução. Os nossos esforços foram infrutíferos (digo nossos, porque a Direção presidida por Roberto Vecchi me encarregou de a representar nesse processo). Não desistimos e continuámos a desenvolver contactos, já no quadro da nova Direção e mesmo depois de a FCG se retirar. Foram dezenas de reuniões com fundações, empresas, mecenas de diverso tipo, sempre em vão.

Veredas n. 39

Dossiê temático: A Literatura e seus Afetos

Organizadores:

Vera Lúcia Cardoso Medeiros
Frederico Garcia Fernandes

Sobre este número

O marco inicial da teoria dos afetos remonta aos estudos do filósofo Baruch Spinoza (1632-1677), que  cita  e  define  os  vários  afetos  –  Amor,  Ódio,  Admiração,  Desprezo,  Grata  Surpresa,  Decepção,  Compaixão, Esperança, Temor –, sendo todos estes originados do Desejo, da Alegria ou da Tristeza.
No final da terceira parte do livro Ética, encontramos a definição geral do afeto, considerado uma ideia “[...] pela qual a mente afirma a força de existir [...]” (Spinoza, 2009, p. 151). O tratado de Spinoza vem sendo revisitado por pensadores de diferentes vertentes. Gilles Deleuze é um desses, e, em sua interpretação, afeto denomina o modo de pensar não representativo, variação contínua da força  de  existir,  distinguindo-se  da  ideia,  modo  de  pensamento  que  sempre  representa  algo. Deleuze e Guattari aprofundam a discussão no campo da Arte, terreno propício para mobilizar os sujeitos, sejam eles produtores ou receptores, e consequentemente gerar e expressar afetos (Deleuze; Guattari, 1991).

https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/view/41