A Segunda Circular do 13.º Congresso da AIL foi recentemente tornada pública através do endereço https://roma2020ail.org

Esta segunda circular tem como objectivo orientar sobre os procedimentos do processo participativo e fornecer mais informações acerca da inscrição e apresentação de resumos.

Roma é alvo de elevada procura turística no verão, que reduz a disponibilidade e aumenta o custo das viagens e alojamentos. A organização, a través da Agência EGA de Roma, disponibiliza um site de reserva de alojamento e de ticket para as refeições na cantina da Universidade, com as condições mais favoráveis para os participantes. Marque com antecipação para garantir a sua estadia a preços razoáveis.

Veja aqui a 2.ª Circular do Congresso (PDF).

Anexos:
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A trágica morte de Sebastião Pinho, professor jubilado da Universidade de Coimbra, Secretário Geral e Tesoureiro da AIL de 1996 a 1999, deixa a memória da Associação marcada por uma grave e irreparável perda. Cultíssimo humanista que dedicou a vida aos estudos, até ao seu último dia, especializado em Estudos clássicos e estudioso do Humanismo português, Sebastião Tavares de Pinho foi durante a presidência da AIL de Hélder Macedo, um incansável dirigente, um dos inovadores da comunidade associativa dos lusitanistas numa fase em que esta estava a colher os frutos de uma maturidade e projeção internacional alcançadas no último triênio. Entre os cofundadores da revista da AIL, Veredas, de que foi diretor, o seu humanismo não era só um objeto profundo e infinito de investigação, uma plena idealização do mundo: era um modo concreto de assumir responsabilidades e fortalecer as instituições. É nisto, na ideia de um bem superior às próprias também legítimas aspirações, que se encontra o fio que conjuga coerentemente espírito humanista e espírito de serviço, em nome de uma harmonia e um ideal superiores. Uma biografia, a sua, ligada solidamente a Universidade de Coimbra, onde se formou e lecionou, onde foi vice reitor e, em particular, ligado ao âmago do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos que dirigiu e de que foi longamente responsável pela linha de investigação. Vasta e de excelência é a sua obra científica dedicada tanto ao estudo dos clássicos latinos e gregos como a aspetos fundamentais do contexto humanista em Portugal. No dia trágico do acidente, acabava de regressar de Lisboa onde tinha participado numa homenagem dedicada ao seu mestre de humanismo, José Pina Martins. Participou do enterro de Sebastião Pinho, em Rocas do Vouga, representando também a AIL, Carlos Ascenso André, Professor da Universidade de Coimbra e Presidente do Conselho assessor da Associação. No elogio fúnebre que pronunciou para lembrar o valioso investigador e professor, o Prof. André ao lado das qualidades científicas e da sensibilidade institucional do colega, destacou em particular as suas qualidades pessoais “Sebastião Tavares de Pinho era um homem generoso, recto, íntegro, leal, honesto, de bom coração, amigo do seu amigo e contemporizador com os que o não eram, tolerante, afável; e era um homem de carácter; era, em suma, um homem bom, em toda a sua inteireza de ser humano. E, dizendo-se isso, tudo se diz”. A comunidade da AIL vai guardar a memória do seu dirigente histórico e presta homenagem ao grande estudioso, ao homem das instituições, ao Colega e ao Amigo. Repouse em paz.

Roberto Vecchi
Presidente da AIL

A AIL tem o prazer de anunciar que o 13.º Congresso Internacional da Associação Internacional de Lusitanistas que decorrerá em Roma de 20 a 24 de Julho contará com os seguintes convidados de honra:

  • Boaventura de Sousa Santos (Universidade de Coimbra/ University of Wisconsin-Madison)
  • Lilia Schwarcz (Universidade de S. Paulo, USP)
  • José Luís Pires Laranjeira (Universidade de Coimbra)
  • Maria Betânia Amoroso (Universidade Estadual de Campinas)

 Boaventura de Sousa Santos é Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. É igualmente Director Emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça.
Tem trabalhos publicados sobre globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Os seus trabalhos encontram-se traduzidos em espanhol, inglês, italiano, francês, alemão, chinês e romeno.

Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da USP. Foi Visiting Professor em Oxford, Leiden, Brown, Columbia e Princeton, onde foi Global e Professora Visitante desde 2010. Em 2007 obteve a John Simon Guggenheim Foundation Fellow. E em 2010 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Científico Nacional. É autora, entre outros, de Retrato em branco e negro (1987. prêmio APCA), O espetáculo das raças (Companhia das Letras, 1993 e Farrar Strauss & Giroux, 1999), Racismo no Brasil (Publifolha 2001), As barbas do Imperador (1998, Prêmio Jabuti/ Livro do Ano e New York, Farrar Strauss & Giroux, 2004), A longa viagem da biblioteca dos reis (2002), O sol do Brasil (2008, Prêmio Jabuti categoria biografia 2009), Brasil: uma biografia (com Heloisa Murgel Starling; Companhia das Letras, 2015, indicado dentre os dez melhores livros prêmio Jabuti Ciências Sociais) e Lima Barreto triste visionário (São Paulo, Companhia das Letras, 2017). Coordenou, entre outros, o volume 4 da História da Vida Privada no Brasil (1998, Prêmio Jabuti categoria Ciências Humanas 1999) e a História do Brasil Nação. Mapfre/ Objetiva em 6 volumes (Prêmio APCA, 2011). Publicou com Lucia Stumpf e Carlos Lima A batalha do Avaí (Sextante, 2013, Prêmio ABL), com Adriana Varejão Pérola imperfeita: a história e as histórias na obra de Adriana Varejão (Companhia das Letras, Cobogó, 2014) e com Adriano Pedrosa o catálogo da exposição Histórias Mestiças (Cobogó e Instituto Tomie Ohtake, Jabuti melhor livro de arte 2016). Com André Botelho organizou duas coletâneas: Um enigma chamado Brasil em 2012 (Prêmio Jabuti 2010) e Agenda brasileira, em 2013. Foi curadora de uma série de exposições —A longa viagem da biblioteca dos reis (Biblioteca Nacional, 2002), Nicolas-Antoine Taunay e seus trópicos tristes (Museu de Belas Artes Rio de Janeiro, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2008), Histórias mestiças (2015), Traições: Nelson Leirner leitor de si e leitor dos outros (Galeria Vermelho, São Paulo, 2015), Histórias da infância (Masp, 2016), Histórias da sexualidade (Masp, 2017). Desde 2015 atua como curadora adjunta para histórias e narrativas no Masp e é colunista do jornal Nexo.

José Luís Pires Laranjeira é professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Responsável pelas cadeiras de Literaturas Africanas, desde o ano letivo de 1980-81, e de Culturas Africanas. Leciona também literatura brasileira, cultura brasileira e estudos culturais (Universidade de Salamanca). Docente de cursos de mestrado e doutoramento em Interculturalidade (Universidade Aberta) e também Literaturas de Língua Portuguesa – Investigação e Ensino (FLUC). Tem exercido a crítica literária, com regularidade, desde 1972. Foi crítico do Jornal de Letras (Lisboa). Colaboração variada, desde 1965, em mais de uma centena de títulos de jornais e revistas locais, regionais, nacionais e internacionais de 20 países. Conferências e cursos em quatro continentes, com especial incidência em vários Estados do Brasil e orientação de dezenas de trabalhos e teses de estudantes do Brasil, Portugal, Angola, França, Itália, China, etc. Co-organizou algumas obras e coordenou coleções de livros e números de revistas. Diversificada atividade cultural (jornais, rádio, vídeo, desenho, poesia). Mais de uma dezena de livros publicados, entre os quais Antologia da poesia pré-angolana (1976), Literaturas Africanas de expressão portuguesa (1995), A negritude africana de língua portuguesa (1995) e Ensaios afro-literários (2001).

Maria Betânia Amoroso é Professora Colabora no Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (Campinas — São Paulo), Livre Docente na área de Literatura Comparada. Desenvolve estudos em área de pesquisa onde confluem a Crítica e a Teoria Literária, com especial interesse pela descrição e análise da recepção e circulação de autores e obras. Grande parte de sua pesquisa tem como referência a produção crítica, literária e cultural italiana moderna e contemporânea. Entre os autores estudados, é central o conjunto da produção de Pier Paolo Pasolini (poesia, prosa, cinema, crítica e ensaísmo)ao lado do conjunto da obra do escritor brasileiro Murilo Mendes.

Já está disponível, em acesso aberto, no portal da Veredas — Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, uma nova edição:

Veredas n. 30

DOI: https://doi.org/10.24261/2183-816x30

Veredas (e-ISSN 2183-816X), uma revista semestral da AIL, foi recentemente aceite para integrar a base de dados da SCOPUS, estando em curso o processo da sua efetiva inclusão no índex.

Este marco representa o reconhecimento internacional da qualidade da revista e dos artigos publicados.

A SCOPUS, propriedade da Elsevier, é a maior base de dados, a nível mundial, de resumos e citações de artigos científicos, de publicações com arbitragem científica.