Veredas n. 38

Dossiê temático: Prisões e confinamentos: escritas do cárcere

Organizadores:
Sabrina Sedlmayer
Alexandre Amaro

O número 38 da Revista Veredas apresenta estudos que se dedicam às reflexões acerca das condições de produção literária em ambientes cuja liberdade de deslocamento humano foram interditadas. Essa edição investiga a escrita como um dispositivo capaz de não somente testemunhar, denunciar, informar a violência e a perda de direitos humanos, mas também de oferecer-se como instrumento da criação literária. Uma questão que se
coloca é saber como a língua portuguesa, em condições hostis de encarceramento, se moveu dentro de si mesma, trabalhando os limites da linguagem. [da Apresentação]

https://doi.org/10.24261/2183-816x38

Veredas n. 37

Dossiê temático: Corporalidades e violência na literatura recente produzida por mulheres no mundo lusófono

Organizadoras:
Lúcia Osana Zolin
Alexandra Santos Pinheiro

A proposta deste dossiê vem marcada por um tema que sempre se fez presente na história das mulheres: o da violência. O Brasil se situa entre os países considerados violentos para mulheres e, contextualizada em um cotidiano que automatiza a violência, a literatura brasileira contribui para com a visibilidade desses corpos aviltados que se multiplicam nos noticiários. Essa realidade, de certa maneira, não é muito diferente nos demais países lusófonos. Na seara sociocultural, são múltiplos os discursos que, de diferentes maneiras, naturalizam a violência sofrida pelas mulheres: os discursos políticos, religiosos, familiares e culturais repercutem a visão binária e hierarquizada dos sujeitos. Discursos que pré-determinam papéis, baseados na dicotomia masculino X feminino e suas reverberações patriarcais e, portanto, misóginas: dominação X submissão, força X fraqueza, voz X silêncio, entre outras afins.

https://doi.org/10.24261/2183-816x37

Veredas n.36

A relação entre literatura, história e pensamento remonta às origens da cultura ocidental. Aristóteles, na Poética, afirma que o poeta e o historiador não diferem por um escrever em verso e o outro em prosa, mas pelo fato do primeiro narrar o que poderia acontecer e o segundo o que aconteceu. Assim, para o filósofo do Liceu, a poesia é mais filosófica do que a história. Aquela procura o universal, esta, o particular. Essas afirmações foram contestadas ao longo do tempo e no decorrer de teorias e estéticas que questionaram os limites e as possibilidades quer da narração, quer do pensamento, quer da própria história. Como a narrativa lusófona enfrenta as questões levantadas por Georg Lukács, Walter Benjamin ou Adorno, se uma totalidade verossímil não é mais dada às formas?

O número 36 da revista Veredas convida os leitores a pensar como se entrelaçam literatura, pensamento e história nos confins do narrável, mediante uma série de textos que interrogam a própria possibilidade da literatura.

(Frederico Garcia Fernandes e Diego Giménez, da Apresentação)

URL: https://revistaveredas.org/index.php/ver/issue/view/38

Chegou ao conhecimento da AIL de que têm circulado e-mails com origem numa editora predatória chamada “Atena” (https://www.atenaeditora.com.br), a dar indicações sobre procedimentos, com vista à inclusão dos trabalhos resultantes do Congresso de Roma numa publicação. Os emails (Atena Editora <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) contém dados como o nome e o título do trabalho, dando a impressão que se trata de um convite genuíno.

As denominadas revistas e editoras predatórias são aquelas com práticas suspeitas e de qualidade editorial duvidosa, mas que garantem, sempre mediante o pagamento de taxas, a publicação rápida do trabalho, normalmente sem qualquer revisão por pareceristas.

A AIL esclarece que a editora em causa não tem qualquer relação com a Associação. Os e-mails relacionados com a publicação dos trabalhos apresentados ao congresso são sempre enviados pelos canais da AIL e não por terceiros. A eventual publicação dos trabalhos nos livros temáticos é isento do pagamento de taxas.

Lembra-se, novamente, que a AIL só aceitará textos inéditos e que sigam rigorosamente as normas estabelecidas:

https://lusitanistasail.org/novidades/1024-normas-de-publicacao-ail-roma-2021.html